sábado, 12 de março de 2011

O Príncipe Sapo

Se procuras teu príncipe encantado

Que em uma maldição se perdeu

De homem a sapo fora transformado

E este sapo não sou eu


De encantado nada tenho - Sei bem

Que dizem-me asqueroso e patético

Diferente de teu príncipe que tem

Olhos azuis e corpo atlético


Eu não percorro a galopes buscando

O encontro corajoso com meu amor proibido

Eu amo em segredo a Lua, olhando

Seu brilho no triste lago refletido


Quisera eu ser teu sapo - E outrora

Teu nobre príncipe encantado - E então iria

Fazer-te feliz para sempre embora

Sabendo que jamais me amarias


Posso ser um sapo de um triste lago

Posso não ser encantado, nem príncipe então

Sinto muito, linda donzela, não sou teu amado

Sou o Príncipe dos Sapos, o de nobre coração


Este poema foi escrito em algum dia perdido de 2008 durante uma aula chata de quimica.

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