Se procuras teu príncipe encantado
Que em uma maldição se perdeu
De homem a sapo fora transformado
E este sapo não sou eu
De encantado nada tenho - Sei bem
Que dizem-me asqueroso e patético
Diferente de teu príncipe que tem
Olhos azuis e corpo atlético
Eu não percorro a galopes buscando
O encontro corajoso com meu amor proibido
Eu amo em segredo a Lua, olhando
Seu brilho no triste lago refletido
Quisera eu ser teu sapo - E outrora
Teu nobre príncipe encantado - E então iria
Fazer-te feliz para sempre embora
Sabendo que jamais me amarias
Posso ser um sapo de um triste lago
Posso não ser encantado, nem príncipe então
Sinto muito, linda donzela, não sou teu amado
Sou o Príncipe dos Sapos, o de nobre coração
Este poema foi escrito em algum dia perdido de 2008 durante uma aula chata de quimica.


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