Estou me prendendo aos dias instáveis e vazios das minhas semanas, dos meus meses. Bebendo a angustia, sentindo o seu gosto acre matar meu paladar por segundos a fio - deixando escoar por entre meus dedos o abstrsto dos objetos que já não tem tanto sentido em tê-los comigo, abandonando em minhas mãos apenas o concreto futil de sua ínfima existencia aparente, deixando a herança indesejavel da vida finda e do ser limitado.
Meus olhos se fecham, meus olhos se abrem e meus olhos derramam gotas de saudade rosto a baixo, assim como um capitão e seus marujos tentando inutilmente salvar um navio em pleno naufrágio, que atiram água de seu interior ao mar. Alguns dos marujos recorrem aos botes tentando prolongar sua expectativa de vida, porém, o capitão morre junto ao seu fiel navio.
Tal como eu, desfaleço-me em lágrimas tentando tirar a dor vil que a saudade me causa, e deparando-me com a derrota deixo que a dor leve a fluir meu pranto e deixo meu corpo afogar em minha solidão... E a saudade me leva par onde os seus abraços estão - em minha memória.
Postscriptum: Esta foi mais uma das coisas que escrevo e abandono em algum canto, e depois de muito tempo venho a encontrar. Ficou um tanto quanto depressivo, porém eu não faço seleções aqui, eu só escrevo.


3 comentários:
ue post massa, acontece comigo também as vezes ...
A gente escreve alguma coisa, guarda, um tempo depois lê, e se recorda da época que viveu ...
Muito legal ...
Bjo!
Lindo! Lindo! Temos um jeito parecido de escrever...
Obrigada pela visita no meu blog!
Bjos!
Meu amor!! Tenho muito orgulho de vc! Está cada vez melhor!!!!
te amo
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